sexta-feira, 6 de abril de 2012

Alpha Blondy fala em sonho de justiça social. Imperdível, confira!

De forma incrível, Alpha Blondy fala dos problemas mundiais!




No ano passado, Alpha Blondy lançou mais um disco. Na realidade, o álbum “Vision” foi lançado em tempos muito difíceis pelo mundo, sejam econômicos na Europa ou político sociais no Oriente Médio. E em meio as dificuldades do mundo, Alpha fez despertar um antigo sonho, o da justiça social. E baseado nesse assunto, o cantor fez o “Vision”.


De forma impressionante, em entrevista a revista angolana, “Africa Today”, explicou todo os desejos e sonhos que ele tem e transparece em suas canções, confira:


Africa – De onde veio a visão para este seu último disco?


Na verdade, este foi um disco que teve início na estrada. Fizemos todo o trabalho durante a turnê: temos um pequeno estúdio guardado dentro de uma mala. É aí que está todo o equipamento que precisamos para gravar. E, em cada cidade que íamos passando, gravávamos qualquer coisa. Quando voltamos para Paris, transferimos tudo para o computador central e registramos tudo outra vez em estúdio, mas sempre com a intenção de manter aquele registro de ser tocado “ao vivo”.


Africa – Mas porque é que chamou ao álbum “Vision”?


O nome representa três visões. Mas numa só: a interna, a externa e a espiritual. Hoje, quando olhamos em volta, percebemos que os políticos esqueceram-se daquilo que é essencial nas suas políticas. O ser humano já não está no centro das políticas! Agora é o dinheiro. Por exemplo, quando perguntamos aos políticos: “Então e a vacina da sida? Já arranjaram cura?”. Respondem que não há dinheiro suficiente para fazer. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) pediu 30 mil milhões de dólares a todos os países para erradicar a fome no planeta, mas os políticos disseram que não tinham dinheiro suficiente. No entanto, quando os bancos começaram a ter problemas, de repente apareceram todos os milhões necessários para os salvar! Isso só quer dizer uma coisa: que o dinheiro já é mais importante que o ser humano.


Africa – A música reggae foi sempre uma arma contra essas e outras injustiças de que fala. No ano passado celebraram-se os 30 anos da morte de Bob Marley. Ele falava muito da necessidade de ser feita a “revolução”. O curioso é que 30 anos depois ainda nos queixamos dos mesmos problemas. Afinal, o que se passa com o homem?


Mas repare que aquilo que o Bob Marley dizia está agora acontecendo. Repare o que aconteceu na Tunísia, no Egipto, na Líbia. É uma revolução grande! As pessoas perceberam que as formas como os políticos usaram os seus avós, os pais, estão sendo também usados. Mas, já não o querem para si, já não querem promessas eleitorais: querem realidade! Querem trabalhos.


Africa – O Alpha Blondy tem o sonho da igualdade entre os homens? Não é utópico?


Tenho o sonho da justiça social. É essa a minha esperança. Gostaria que os políticos percebessem que não há nada sem as pessoas. São as pessoas que lhes dão um chão. E são essas mesmas pessoas que, se não estão felizes, lhes podem tirar o chão. Não queremos saber se nos roubam e ficam com o dinheiro. Mas se fizerem algo, ao menos que tomem conta das pessoas!


 Africa – Mas e a música no meio disso? Qual é a importância das suas canções e deste seu disco, “Vision”, como mensagem de justiça social, quer para as pessoas quer para os políticos?


Dou o exemplo através de uma canção: “Massaya” diz que todos os poderes têm um fim, exceto o poder de Deus. Por isso, os poderosos não devem esquecer quem os fez assim: as pessoas. Se os poderosos não respeitarem o poder que as pessoas lhes dão, vão perdê-lo um dia destes… O único verdadeiro poder é o divino. Mas se Deus te deu algum poder, é para você usar de forma digna. Se o usares mal, podes perdê-lo um dia.


 Africa – Não acha que podemos ter já perdido o controle sobre esse poder? Se olharmos para o estado das coisas…


Eu acho que não vale a pena nos sentir desesperados. Acredito que há sempre uma esperança à nossa frente. E acredito profundamente que os políticos vão perceber a realidade e é isso que os vai salvar. A eles e a nós.
Fonte: Africa Today (Angola)
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